Multibanco

"Here comes the money!"... ou não.

Boas-vindas, caríssimos lingos, a mais uma Crónica da Coroa!

Hoje, devo dizer que, de quase vinte crónicas que publiquei neste blog, NUNCA tinha pensado em falar sobre o Multibanco.

Vou ser sincero. Nas sugestões que fui recebendo, esperei de tudo, praticamente: aborto, identidade de género ou até o projeto Willow... mas Multibanco?
Um pedaço de plástico com um chip num dos lados?

Enfim, não há de ser assim tão mau... espero eu.

Para quem não sabe, este conceito foi criado em Portugal em 1985, por parte da empresa SIBS, através da instalação de doze caixas automáticas nas duas grandes cidades: Lisboa e Porto. Porém, antes de surgir, as Automated Teller Machines, isto é, as ATM's, já percorriam o planeta desde 1967, data em que a primeira de todas foi instalada no norte de Londres, ou em Enfield, mais especificamente.
Apesar da grande semelhança entre as duas marcas, o Multibanco leva a taça para casa por permitir a realização de mais operações do que uma ATM, tais como carregar títulos de transporte, fazer pagamentos ao Estado e efetuar depósitos. Para além do mais, mesmo existindo ATM's cá em Portugal, a sua utilização é mais frequente por parte de cidadãos estrangeiros.

Isto é horrível de se dizer/escrever, mas cada um no seu quadrado.

Mas, como em tudo, o sistema possui falhas, e algumas delas um tanto embaraçosas, em boa verdade.
Tudo bem, não sei se lhes chamaria de facto "falhas", perante o novo sistema paralelo online que já está em execução desde abril de 2014 no país: o MB Way, que veio facilitar vários movimentos de dinheiro da nossa conta para a de outros ou para uma caixa automática e por aí fora. Contudo, visto que é uma plataforma que requer uma ligação à Internet e tendo em conta que nem todos sabem sequer manusear minimamente um smartphone, a inovação acaba por adiantar em (quase) nada.
Vamos a dois exemplos simples:
  • Levantamentos abaixo de 10 euros não permitidos
Choremos, pátria, por quem até à atualidade sempre teve uma gotinha de esperança, guardada no seu coraçãozinho de mel e vidro, de ver um dia, dentro da opção "Levantamentos de Outras Importâncias", o valor "5 Euros" acima dos originalmente já existentes. Antes do MB Way, isto representava uma tormenta na vida de qualquer cidadão com cerca de 8/9 euros na conta. Quem nunca se viu aflito para pagar a conta num café por causa do limite mínimo que o nosso total não alcançou?

Por isso é que, nos dias de hoje, tomo o pequeno-almoço nos cafés dos supermercados.
  • Débitos diretos
Ora bem, sinceridade em jogo: na nossa vida, com tantas coisas para se fazer, tantas responsabilidades, contas para pagar, filhos para alimentar, esposos/esposas para amar e por aí fora, há pormenores que nos escapam por completo, sem más intenções! E por isso, os débitos diretos aliviam a nossa consciência, automatizando os pagamentos e livrando-nos de um certo peso a mais na memória... certo?
Bom, lingos, eu não sou de intrigas,

só de má memória, (e os meus melhores amigos e família que o confirmem,)

mas se não há memória que aguente tudo o que se há para pagar, também não há memória que aguente o total de euros a manter na conta até ao último débito de todos. Por isso é que muitas vezes desaparecem dez ou quinze euros subitamente sem nós nos lembrarmos do porquê.
Mas tudo bem. Quem quiser, pode cancelá-los.


Boa semana!

Silver

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